Acervo Museu dos Aflitos

3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade

Número do objeto: MUSA_AM_19

Outros títulos: Integrantes do Bloco Afro Ilú Obá de Min e Grupo Abayomi

Tipologia: Iconográfico

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Coleção: Personalidades territoriais

Subcoleção: Deolinda Madre (Madrinha Eunice)

Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Memória, Liberdade, Negros, Samba Paulista, Matriarcas do samba, Cultura popular, Baixada do Glicério


Data de produção: 11/10/2025

Tipo de data: Data exata

Autoria: Ariel Tonglet de Vasconcelos

Técnicas: Fotografia natodigital

Suportes: Digital

Descrição intrínseca: Fotografia colorida em plano aberto posada de grupo de 11 (onze) pessoas em primeiro plano, sendo 8 (oito) posicionadas de pé atrás e 3 (três) agachadas a frente. Todas estão vestidas de branco com elementos vestual simbólicos de matriz africana, como, turbantes de cabeça, saias rodadas e acessórios, além de 4 (quatro) pessoas estarem com pintura corporal. Na ponta direita da imagem, há uma das mulheres vestindo uma faixa vermelha sob o peitoral com inscrição "Embaixadora do S{amba}" e segurando com as mãos um buquê de flores na tonalidade amarela.

Descrição extrínseca: Fotografia colorida posada por integrantes do Grupo Abayomi e do Bloco Afro Ilú Obá de Min que participaram de forma ativa na organização e em apresentação durante o 3º Cortejo para Madrinha Eunice, liderado por Rosemeire Marcondes, neta de Deolinda Madre e pelo Coletivo de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice de forma conjunta com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo e o mandato da Deputada Estadual Ediane Maria, em comemoração aos 116 anos que completaria Deolinda Madre no dia 14 de outubro. O percurso iniciou na Rua Lavapés, 164 (Bar do Nete), às 10h00, passando pela Cinco Esquinas, Casa da Madrinha Eunice, onde fundou-se a Escola de Samba Lavapés, árvore Gameleira, Rua da Glória, Rua Galvão Bueno e finalizando na Praça África-Japão-Liberdade junto da Estátua de Madrinha Eunice (obra da artista Lídia Lisboa). O final do percurso se pretendia passar pela Capela dos Aflitos antes da chegada à praça, no entanto, não ocorreu mediante a questões de infraestrutura com a locomoção relativa ao tráfego. Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice, é considerada a matriarca do samba de São Paulo e foi a fundadora e presidente da Escola de Samba Lavapés, atual Escola de Samba Lavapés Pirata Negro, a mais antiga escola de samba em atividade de São Paulo.

Pessoas/entidades/comunidades representadas: Coletivo de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice, Bloco Afro Ilú Obá de Min, Grupo Abayomi Afro Brasil

Referências de usos: Cultural, histórico e patrimonial.

Relação com o território: O Cortejo para Madrinha Eunice, é uma festividade popular que demarca e preserva a importância da atuação de Deolinda Madre no território da Liberdade e Baixada do Glicério, onde viveu a maior parte de sua vida, fundou a Escola de Samba Lavapés em 1937, lutando pelo reconhecimento do carnaval paulistano e sendo uma das matriarcas do samba; apadrinhou diversas crianças e jovens negros, promovendo mudança nessas vidas e a oportunidade de trilhar novos caminhos; religiosa de matriz africana e frequentadora da Capela dos Aflitos e das festividades populares religiosas do território.

Relação com a ancestralidade afro-indígena: Mulher negra que carregou a ancestralidade no seu modo de vida, pertencente a religião de matriz africana Quimbanda, onde tinha a entidade Exu Veludo como seu guia, e, também relação próxima ao Catolicismo Negro, onde realizava em sua casa a Reza do Terço a São João Batista e era frequentadora da Capela dos Aflitos.

Ação associada: 3º Cortejo para Madrinha Eunice

Pessoas/entidades/comunidades associadas: S.R.B.E.E.S. Lavapés Pirata Negro, Lídia Lisboa, Rosemeire Marcondes, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, Ediane Maria, ASTEC SP - Associação Sambistas, Terreiros e Comunidades de Samba de São Paulo, ADESP - Associação dos Destaques das Escolas de Samba do Estado de São Paulo, Batuq do Glicério, Associação Cachuera, Em nome do Samba, Guia Negro, Instituto Tebas de Educação e Cultura, Kolombo Diá Piratininga, Movimento Negro Unificado, Museu dos Aflitos, OAB SP - Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo, Samba 13 de Maio do Cururuquara, Saracura Vai-Vai, Soweto Organização Negra, Terça Afro, UNAMCA - União dos Amigos da Capela dos Aflitos, Kennya Macedo


Localizações representadas: Casa Madrinha Eunice , Praça da Liberdade (Largo da Forca)


Direitos autorais: Museu dos Aflitos

Em primeiro plano grupo de pessoas posando para a fotografia, em segundo plano, fachada de um edifício que contém pixações. As pessoas estão vestidas todas de branco com elementos vestual simbólicos de matriz africana, como, turbantes de cabeça e saias rodadas, além de algumas das pessoas estarem com pintura corporal e uma das mulheres, na ponta direita da imagem, esta vestindo uma faixa vermelha sob o peitoral escrito "Embaixadora do S{amba}" e nas mãos um buquê de flores na tonalidade amarela.