3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade
Número do objeto: MUSA_AM_23
Outros títulos: “Rosemeire Marcondes cantando na abertura”
Tipologia: Iconográfico
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Coleção: Personalidades territoriais
Subcoleção: Deolinda Madre (Madrinha Eunice)
Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Memória, Liberdade, Negros, Samba Paulista, Matriarcas do samba, Cultura popular, Baixada do Glicério
Data de produção: 11/10/2025
Tipo de data: Data exata
Autoria: Ariel Tonglet de Vasconcelos
Técnicas: Fotografia natodigital
Suportes: Digital
Descrição intrínseca: Fotografia colorida em plano fechado e angulação diagonal da abertura do cortejo, onde em primeiro plano, sentada em cadeira de rodas, Rosemeire Marcondes (neta de Madrinha Eunice), uma mulher negra que está com o cabelo trançado e roupa branca. Rose está cantando com expressão de emoção e com a mão esquerda levantada. Em segundo plano, do lado esquerdo parte do corpo e mão de um homem branco e um carro de som com uma mulher negra de costas com equipamentos de produção, ao fundo edificação com pixações e algumas pessoas acompanhando a abertura, e ao lado direito parte recortada do corpo de Kennya Macedo (representante do Samba da Madrinha Eunice), mulher negra que está de cabelo trançado.
Descrição extrínseca: Fotografia colorida de abertura com as organizadoras do 3º Cortejo para Madrinha Eunice, Rosemeire Marcondes, neta de Madrinha Eunice, Kennya Macedo representante do Coletivo de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice, e, Ediane Maria Deputada Estadual de São Paulo, que de forma conjunta foi promovido pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, e teve participação ativa na organização e apresentação o Grupo Abayomi e o Bloco Afro Ilú Obá de Min. Em comemoração aos 116 anos que completaria Deolinda Madre no dia 14 de outubro, o percurso iniciou na Rua Lavapés, 164 (Bar do Nete), às 10h00, passando pela Cinco Esquinas, Casa da Madrinha Eunice, onde fundou-se a Escola de Samba Lavapés, árvore Gameleira, Rua da Glória, Rua Galvão Bueno e finalizando na Praça África-Japão-Liberdade junto da Estátua de Madrinha Eunice (obra da artista Lídia Lisboa). O final do percurso se pretendia passar pela Capela dos Aflitos antes da chegada à praça, no entanto, não ocorreu mediante a questões de infraestrutura com a locomoção relativa ao tráfego. Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice, é considerada a matriarca do samba de São Paulo e foi a fundadora e presidente da Escola de Samba Lavapés, atual Escola de Samba Lavapés Pirata Negro, a mais antiga escola de samba em atividade de São Paulo.
Pessoas/entidades/comunidades representadas: Coletivo de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice, Rosemeire Marcondes, Kennya Macedo
Referências de usos: Cultural, histórico e patrimonial.
Relação com o território: O Cortejo para Madrinha Eunice, é uma festividade popular que demarca e preserva a importância da atuação de Deolinda Madre no território da Liberdade e Baixada do Glicério, onde viveu a maior parte de sua vida, fundou a Escola de Samba Lavapés em 1937, lutando pelo reconhecimento do carnaval paulistano e sendo uma das matriarcas do samba; apadrinhou diversas crianças e jovens negros, promovendo mudança nessas vidas e a oportunidade de trilhar novos caminhos; religiosa de matriz africana e frequentadora da Capela dos Aflitos e das festividades populares religiosas do território.
Relação com a ancestralidade afro-indígena: Mulher negra que carregou a ancestralidade no seu modo de vida, pertencente a religião de matriz africana Quimbanda, onde tinha a entidade Exu Veludo como seu guia, e, também relação próxima ao Catolicismo Negro, onde realizava em sua casa a Reza do Terço a São João Batista e era frequentadora da Capela dos Aflitos.
Ação associada: 3º Cortejo para Madrinha Eunice
Pessoas/entidades/comunidades associadas: UNAMCA - União dos Amigos da Capela dos Aflitos, S.R.B.E.E.S. Lavapés Pirata Negro, Bloco Afro Ilú Obá de Min, Grupo Abayomi Afro Brasil, Lídia Lisboa, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, ASTEC SP - Associação Sambistas, Terreiros e Comunidades de Samba de São Paulo, ADESP - Associação dos Destaques das Escolas de Samba do Estado de São Paulo, Batuq do Glicério, Associação Cachuera, Em nome do Samba, Guia Negro, Instituto Tebas de Educação e Cultura, Kolombo Diá Piratininga, Movimento Negro Unificado, Museu dos Aflitos, OAB SP - Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo, Samba 13 de Maio do Cururuquara, Saracura Vai-Vai, Soweto Organização Negra, Terça Afro, Ediane Maria
Localizações representadas: Casa Madrinha Eunice , Praça da Liberdade (Largo da Forca)
Direitos autorais: Museu dos Aflitos