Acervo Museu dos Aflitos

3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade

Número do objeto: MUSA_AM_26

Outros títulos: Fala de abertura com Rosemeire Marcondes

Tipologia: Iconográfico

Itens relacionados: 3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade, 3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade, 3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade, 3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade, 3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade, 3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade, 3º Cortejo para Madrinha Eunice: uma caminhada pela história negra da Liberdade


Coleção: Personalidades territoriais

Subcoleção: Deolinda Madre (Madrinha Eunice)

Palavras-chave: Patrimônio Cultural, Memória, Liberdade, Negros, Samba Paulista, Cultura popular, Matriarcas do samba, Baixada do Glicério


Data de produção: 11/10/2025

Tipo de data: Data exata

Autoria: Ariel Tonglet de Vasconcelos

Técnicas: Fotografia natodigital

Suportes: Digital

Descrição intrínseca: Fotografia colorida em plano aberto da abertura do cortejo, onde há um grupo de pessoas em cortejo pela rua voltados e registrando com dispositivos tecnológicos (celulares e câmeras) a Rosemeire Marcondes (neta de Madrinha Eunice) falando com microfone, mulher negra com cabelo trançado, que por sua vez está de frente para as pessoas e de costas para a fotografia. Ao lado esquerdo da imagem é possível ver Ediane Maria (Deputada Estadual de São Paulo, mulher negra de cabelo crespo black com blusa bege, colares e brincos. No centro, é possível ver integrantes do Grupo Abayomi e do Bloco Afro Ilú Obá de Mi com elementos vestuais simbólicos de matriz africana, como, turbantes de cabeça, saias rodadas e adornos, e, um estandarte do Kolombo Diá Piratininga. Ao fundo edificações, árvores, fiações de rua e placas de trânsito.

Descrição extrínseca: Fotografia colorida de abertura com as organizadoras do 3º Cortejo para Madrinha Eunice, Rosemeire Marcondes, neta de Madrinha Eunice, Kennya Macedo representante do Coletivo de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice, e, Ediane Maria Deputada Estadual de São Paulo, que de forma conjunta foi promovido pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, e teve participação ativa na organização e apresentação o Grupo Abayomi e o Bloco Afro Ilú Obá de Min. Em comemoração aos 116 anos que completaria Deolinda Madre no dia 14 de outubro, o percurso iniciou na Rua Lavapés, 164 (Bar do Nete), às 10h00, passando pela Cinco Esquinas, Casa da Madrinha Eunice, onde fundou-se a Escola de Samba Lavapés, árvore Gameleira, Rua da Glória, Rua Galvão Bueno e finalizando na Praça África-Japão-Liberdade junto da Estátua de Madrinha Eunice (obra da artista Lídia Lisboa). O final do percurso se pretendia passar pela Capela dos Aflitos antes da chegada à praça, no entanto, não ocorreu mediante a questões de infraestrutura com a locomoção relativa ao tráfego. Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice, é considerada a matriarca do samba de São Paulo e foi a fundadora e presidente da Escola de Samba Lavapés, atual Escola de Samba Lavapés Pirata Negro, a mais antiga escola de samba em atividade de São Paulo.

Pessoas/entidades/comunidades representadas: Coletivo de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice, Rosemeire Marcondes, Ediane Maria, Grupo Abayomi Afro Brasil, Bloco Afro Ilú Obá de Min, Kolombo Diá Piratininga

Referências de usos: Cultural, histórico e patrimonial.

Relação com o território: O Cortejo para Madrinha Eunice, é uma festividade popular que demarca e preserva a importância da atuação de Deolinda Madre no território da Liberdade e Baixada do Glicério, onde viveu a maior parte de sua vida, fundou a Escola de Samba Lavapés em 1937, lutando pelo reconhecimento do carnaval paulistano e sendo uma das matriarcas do samba; apadrinhou diversas crianças e jovens negros, promovendo mudança nessas vidas e a oportunidade de trilhar novos caminhos; religiosa de matriz africana e frequentadora da Capela dos Aflitos e das festividades populares religiosas do território.

Relação com a ancestralidade afro-indígena: Mulher negra que carregou a ancestralidade no seu modo de vida, pertencente a religião de matriz africana Quimbanda, onde tinha a entidade Exu Veludo como seu guia, e, também relação próxima ao Catolicismo Negro, onde realizava em sua casa a Reza do Terço a São João Batista e era frequentadora da Capela dos Aflitos.

Ação associada: 3º Cortejo para Madrinha Eunice

Pessoas/entidades/comunidades associadas: UNAMCA - União dos Amigos da Capela dos Aflitos, S.R.B.E.E.S. Lavapés Pirata Negro, Lídia Lisboa, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, ASTEC SP - Associação Sambistas, Terreiros e Comunidades de Samba de São Paulo, ADESP - Associação dos Destaques das Escolas de Samba do Estado de São Paulo, Batuq do Glicério, Associação Cachuera, Em nome do Samba, Guia Negro, Instituto Tebas de Educação e Cultura, Movimento Negro Unificado, Museu dos Aflitos, OAB SP - Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo, Samba 13 de Maio do Cururuquara, Saracura Vai-Vai, Soweto Organização Negra, Terça Afro, Kennya Macedo


Localizações representadas: Casa Madrinha Eunice , Praça da Liberdade (Largo da Forca)


Direitos autorais: Museu dos Aflitos

Em cortejo de rua, grupo de pessoas registrando com dispositivos tecnológicos, voltadas para uma mulher negra de costas com cabelo trançado que está falando. Ao fundo edificações, árvores, fiações de rua e placas de trânsito.